Porque as mulheres que se colocam em posição de poder intimidam realmente os homens?
As mulheres, ao almejar posições de liderança, muitas vezes enfrentam a necessidade de demonstrar sua capacidade com mais intensidade do que os homens. Além disso, a ascensão de mulheres ao poder pode, em alguns casos, intimidar os homens que estão acostumados a um ambiente predominantemente masculino.
Mulheres com perfil arrojado, ambicioso e que possuem metas profissionais claras intimidam homens.

Quem diz isso é o artigo do Huff Post Brasil, em que traz um estudo realizado pela Bocconi University, Milan, Italy, em que foram avaliados 3 grupos de homens em 3 contextos diferentes, sendo que o foco seria avaliar suas atitudes quando subordinados a uma mulher no poder.
O resultado foi categórico: Quando exposto a autoridade de uma mulher, os homens são muito mais veementes e agressivos em suas respostas e argumentações em contrapartida a exposição a subordinação de outro homem.
Outro dado que o estudo apontou foi que mulheres com perfil colaborativo, administrativo e voltado para equipe não provocava a mesma reação.
A conclusão do estudo foi de que homens sentem sua masculinidade ameaçada quando subordinados a uma mulher no poder.
Isso explica muita coisa. Especialmente porque a mulher precisa empreender tanta força para provar sua capacidade. Não porque ela não seja capaz, mas porque o nível de cobrança e pressão em que ela é colocada é muito maior do que seus camaradas homens.
Ao mesmo tempo em que a mulher sai do trabalho para ir ao MBA, estudar inglês, pegar o filho na escolha, ou levar trabalho para casa muitos homens constroem sua trajetória profissional no happy hour.
É fato que o happy hour encurta caminhos e muitas vezes se sobrepõe a competência. E é justamente nesse jogo social nebuloso que a mulher sai perdendo.
Horas a mais de estudo e trabalho. Dupla jornada. A batalha diária dos egos com colegas e subordinados e a forte pressão por resultado tem levado muitas mulheres com perfil mais independente e forte a usarem essas maravilhosas capacidades contra si mesmas.
Ser forte e independente tem lhe custado a passar por cima das próprias necessidades e sentimentos. Porque ao contrário dos homens, a mulher é por natureza mais sensível e mais propensa a acolher, ouvir e se doar.
A mulher tem muito mais necessidade de conexão do que ela mesma pressupõe.
E passar tanto tempo em ambientes em que não há abertura para a troca verdadeira ou em que a necessidade de se cumprir com um papel rígido e autoritário, regado a autocobranças e perfeccionismo leva esta mulher para bem longe da sua essência verdadeira e o custo disso pode ser muito caro.
Doenças psico somáticas, dores de cabeça constantes, insônia, ansiedade, insatisfação, desconfiança, medos, fobias e inseguranças.
Além de diversos tipos de compulsão: comer, falar, trabalhar, se exercitar, beber, comprar, etc.
As válvulas de escape acabam sendo a família. Para conter toda essa pressão ao mesmo tempo em que se tenta ser polida com clientes, fornecedores e equipe a mulher deixa para extravasar a sua insatisfação com as pessoas que lhe são mais importantes.
A falta de paciência em ouvir acaba tornando o relacionamento com os pais frio e distante. A relação acaba se tornando uma obrigação a ser cumprida para que a consciência fique tranquila.
Quando muito enviam algum dinheiro para alguma despesa ou aparecem rápido no final de semana. Sempre alegando falta de tempo.
Para as que são casadas e mães, a família se torna parte da empresa como um setor a ser administrado.

Não é de se espantar a tendência doentia a fazer pesquisas no google sobre como educar os filhos, como manter o marido feliz, como lidar com x,y,x … como se a vida pudesse ser vivenciada através do cumprimento de processos, assim como acontece na empresa.
Não há nada de errado em se buscar a realização no trabalho, em buscar o seu lugar no mundo, desde que o preço não seja a própria vida.
E a vida é fundamentalmente vivida através dos nossos relacionamentos. E o primeiro e mais importante de todos: no relacionamento com nós mesmos.
Como está a sua relação com você mesma?




