Os dois maiores medos que te impedem de sair de um relacionamento infeliz

Nossa mente tem necessidade de segurança e certeza.Quando estamos emocionalmente fragilizados ou quando não recebemos o aporte necessário para...

Numa vida passada, eu vivi dois relacionamentos. Cada um durou 9 anos. E nestes 18 anos eu confesso que passei boa parte deste tempo insatisfeita com a relação e o relacionamento.

Eu costumo dizer que isso ocorreu em outra encarnação porque hoje nada do que aconteceu comigo me pertence mais. A não ser a história, que eu conto para ajudar mulheres que passam ou passaram pela mesma situação e que estão em busca de ajuda para superar.

Sim, eu trato tudo isso examente como histórias porque é isso que fica de um passado que já foi vivido, experienciado e o aprendizado foi concluído.

saindo de um relacionamento infeliz

Quando se estaciona nas histórias, especialmente as dolorosas é o que mantém as pessoas no sofrimento.

Hoje eu quero falar com você de dois medos que te mantém encarcerada numa relação infeliz e que prolongam o seu sofrimento.

O primeiro deles é: O medo do desconhecido.

Nossa mente tem necessidade de segurança e certeza.

Quando estamos emocionalmente fragilizados ou quando não recebemos o aporte necessário para nos sentirmos amados e protegidos, tendemos a agir mais pelos instintos do que pela razão.

O cérebro reptiliano ou primitivo responsável por comandar nossas respostas automáticas como comer, dormir, buscar abrigo, proteção, procriação toma a frente das nossas decisões e passamos a agir sem pensar, sem racionalizar para ir em busca somente das satisfações instintivas.

Quando se está numa relação abusiva o cérebro primitivo assume o comando de sobrevivência.

Hoje não temos mais que enfrentar leões, matar para comer, nos esconder em cavernas para nos proteger de uma tempestade, e nem buscar por água nos períodos de seca, mas a privação de estabilidade, o medo constante, as ameaças a própria segurança típicos de quem vive uma relação tóxica ou abusiva, ativam esse estado no cérebro em pessoas que vivem em pleno século XXI e possui todas as comodidades e tecnologias que esta época oferece.

A mesma resposta de sobrevivência, porém no cenário das relações.


Se você está numa relação tóxica mas não depende financeiramente desta pessoa, pelo contrário, muitas mulheres até sustentam financeiramente seus abusadores, por que você está no modo sobreviência?


Porque de alguma forma em algum momento esta pessoa lhe deu a sensação de que você estava a salvo e protegida. Mesmo que isso tenha ocorrido há 10 anos e depois disso a relação nunca mais foi assim.


Foi o início romântico de namoro. E não é comum que este início tenha durado muito pouco, cerca de dias ou alguns meses, a mulher continua mantendo o relacionamento na esperança que volte a ser como nesses dias.

É mais fácil sobreviver olhando para o passado do que realmente viver o presente com esperança no futuro. Esse estado da mente é como estar no limbo.


O limbo é um lugar entre o céu e o inferno. É um lugar de condenação, mas os condenados são inocentes. Seu único erro foi não ter enfrentado o desconhecido, não ter tomado uma decisão.


Não há outra forma de enfrentar o desconhecido, a não ser tornando-o conhecido.


Do que você tem medo?


Se você se aprofundar um pouco mais em você, verá que é bem provável que também tenha:

Medo da solidão.


O medo da solidão também é uma estratégia de defesa instintiva do ser humano. Nascemos para viver em bandos, em sociedade. Precisamos estar juntos para sobreviver, garantir nosso sustento.


O ser humano é um ser relacional, que cresce através das relações. Que vê a si mesmo através do outro. Somos espelhos uns para os outros.


O mais elevado nível desse pensamento, é o ideal de Unidade. Onde não existe separação, entre raças, países, condições sociais, religiões, etc. Estamos caminhando para isso, mas ainda caminhando, enquanto isso damos passos curtos e hesitantes no aprendizado do amor.

O medo da solidão vem de um profundo sentimento de separação. Onde você se vê à parte de tudo, preterido por todos, um desajustado, inadequado e muitas vezes insignificante.

Muitas pessoas tem medo de dar um basta numa relação infeliz por terem medo de se confrontarem no dia seguinte sem aquela pessoa pra culpar, sem aquela rotina conturbada, sem ter a desculpa pra tomar o remédio que entorpece a mente e amortece a realidade.

O medo da solidão é medo de si mesmo.

Chegará o momento em que você irá se deparar que sempre esteve sozinha. Que todas as pessoas que te fazem ou fizeram companhia nunca estiveram com você na verdade.

Eu sei disso, porque quando não estamos em contato com a nossa própria verdade é praticamente impossível que nossas relações sejam verdadeiras.

Quando eu resolvi enfrentar a mim mesma, e larguei tudo para olhar para mim (essa história eu vou contar na minha palestra ao vivo), eu me dei conta de que eu não tinha amigos, que o relacionamento com minha família era superficial, e que eu jamais tivera verdadeiramente alguém do meu lado me fazendo companhia.

Somente depois que eu me enfrentei que eu passei a ter conexões verdadeiras, e a partir disso novas e verdadeiras amizades foram surgindo no meu caminho.

Quando se tem medo de olhar para si mesmo perde-se a oportunidade de descobrir todos os tesouros que estão guardados dentro de você.

Seus tesouros moram logo atrás da cortina escura de dor que você tem medo de enfrentar.

Olhar para si mesma é um ato de amor. É aqui que você começa a se tornar a pessoa bem resolvida que irá atrair melhores relacionamentos, trabalho, harmonia familiar, prosperidade, sentimento de contribuição e propósito.

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